
Podemos identificar características essenciais da liderança eficaz no sector público. Muitas já foram abordadas nas sessões deste Curso.
Clique em cada uma delas para recordar e aprofundar o seu conhecimento.
1. Gestão participativa ▶
Várias sessões deste curso foram dedicadas à importância dos dirigentes envolverem os cidadãos e cidadãs, associações locais e o sector privado na definição de prioridades dos planos de desenvolvimento e operacionais e na prestação de contas sobre os resultados alcançados.
Para a liderança eficaz, é importante também garantir que os planos locais estejam alinhados com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento.
2. Orientação para resultados ▶
Os resultados serão alcançados com integridade, transparência e responsabilidade.
Os mecanismos de avaliação de desempenho implementados com base em resultados, e não apenas em procedimentos, optimizam a liderança eficaz.
Para garantir resultados, é fundamental também reforçar a formação contínua dos quadros públicos em matérias de gestão.
3. Delegação e autonomia ▶
Os líderes eficazes aplicam o princípio da subsidiariedade, delegando atribuições, competências, recursos e responsabilidades aos subordinados.
Além disso, criam condições para uma gestão financeira responsável, dando autonomia ao sector de controlo interno, e responsabilizando a Tesouraria pelo equilíbrio orçamental e todos os exactores pelo cuidado correcto dos valores sob sua responsabilidade.
Exactor: pessoa ou agente responsável pela cobrança, guarda ou administração de dinheiros públicos.
4. Gestão baseada em evidências ▶
Para priorizar o que é mais relevante para o desenvolvimento, os dirigentes devem utilizar indicadores de monitoria e avaliação para medir o impacto das medidas da governação.
Isso só é possível se for reforçada a capacidade técnica para recolher, analisar e usar dados na tomada de decisões.
5. Combate à corrupção ▶
Implementar mecanismos de prestação de contas, como relatórios públicos, auditorias e plataformas de participação cidadã irá reduzir o espaço para corrupção e desvios de recursos, que já são escassos e limitados.
Para ajudar os dirigentes na boa gestão financeira, não se deve esquecer de utilizar as funções segregadas (separadas) dos agentes do SISTAFE, que reduzem os riscos de erros ou má conduta.