As autoridades de uma zona recebem um alerta sobre a iminência de chuvas intensas que podem provocar cheias na região nas 48 horas seguintes.
As autoridades locais convocam uma reunião de emergência com o Centro Operativo de Emergência, os líderes comunitários, polícia, bombeiros e sector da saúde. O objectivo é reduzir os impactos para a população.
Medidas de preparação e prontidão:
Identificação de escolas e igrejas como centros temporários de acolhimento.
Pré-posicionamento de viaturas e barcos em pontos estratégicos para evacuação.
Distribuição preventiva de kits de primeiros socorros, lonas plásticas e água potável.
Mobilização de rádios comunitárias para informar a população sobre rotas de evacuação.
O risco actual deve ser gerido a partir de acções de gestão correctiva. Esta modalidade inclui as intervenções para a redução do impacto do risco já existente (mitigação). Clique para conhecer um exemplo desta situação.
Risco actual
Numa certa zona, a previsão indica uma época de chuvas muito fraca.
A administração local, em coordenação com as autoridades provinciais, toma as seguintes medidas correctivas e de mitigação:
Promove a diversificação de culturas (ex.: mandioca, sorgo, mapira).
Promove técnicas agrícolas de conservação (cobertura do solo, rotação de culturas).
Distribui sementes de ciclo curto e resistentes à seca, como o milho Matuba e as leguminosas.
Constroi e reabilita furos, poços e pequenos sistemas de irrigação.
Cria reservatórios comunitários para armazenar água da chuva.
Reforça programas de nutrição para crianças e grupos vulneráveis.
Coordena o pré-posicionamento de alimentos para famílias vulneráveis.
A gestão do risco futuro consiste em evitar que o risco se consolide num determinado território. A gestão utiliza os instrumentos de planificação e orçamentação para implementar medidas prospectivas, que mudem a situação causadora do risco. A resiliência às mudanças climáticas faz parte da gestão do risco futuro. Clique para conhecer o que pode ser feito para aumentar a resiliência.
Risco futuro e criação de resiliência
Mobilizar actores locais para identificar os riscos e as zonas potenciais afectadas.
Estabelecer comités de gestão para identificar medidas a implementar com recursos locais.
Identificar as zonas seguras e definir rotas de evacuação usando caminhos existentes.
Incentivar as famílias a guardar documentos importantes em sacos plásticos.
Promover a construção de pequenas barreiras de areia ou valas para escoar água da chuva.
Estimular a plantação de árvores locais para reduzir a erosão e proteger as margens de rios.
Organizar dias comunitários de limpeza de valas e rios para evitar inundações urbanas.
Estabelecer regras de construção e de uso do território, e fiscalizar.
A boa gestão do risco de desastre leva à resiliência das comunidades e das administrações locais. Ou seja, a sua capacidade de preparar-se, resistir, adaptar-se e recuperar-se após perturbações ou desastres, mantendo as suas funções essenciais.